Mário Campello (Salvador, Bahia, 29 de novembro de 1941 – São Paulo, São Paulo, 12 de março de 2000) foi um importante pintor, desenhista e gravador brasileiro. Sua produção contribuiu significativamente para o desenvolvimento da arte moderna no Brasil. Iniciou seus estudos de pintura em 1961 na Escola de Belas Artes da Universidade da Bahia, em Salvador. Entre 1962 e 1964, trabalhou em seu ateliê em Salvador, ao lado do artista Carlos Bastos. Em 1965, executou um mural para o Hospital Aristides Maltêz em Salvador. Por volta de 1966, mudou-se para São Paulo, onde desenvolveu projetos para murais, tapeçaria e estamparia. Realizou viagens aos Estados Unidos (1964 e 1971) e à Alemanha (1966, 1969, 1970 e 1972). Em 1967, ilustrou o livro de poesia "Sonetos do Oitavo Dia", de Maria José Giglio, que recebeu um prêmio em Veneza. A pintura de Mário Campello é frequentemente descrita como lírica e límpida, com uma aparente ingenuidade que coexistia com uma erudição na técnica e na composição. Seus trabalhos evoluíram de um caráter infantil e folclórico-regional inicial para um refinamento minucioso da fantasia. São temas recorrentes em sua obra as bandeiras tremulando em composições harmoniosas de cores, pavões e cisnes representados com delicadeza e fantasia, cajus como elementos da natureza brasileira frequentemente presentes, paisagens com um olhar particular sobre a natureza e figuras humanas em cenas cotidianas ou oníricas. Jorge Amado descreveu a obra de Mário Campello como um "trabalho árduo e densamente elaborado, ele chegou à alta qualidade de uma pintura lírica e límpida. Tremulam as bandeiras de Mário Campello, pavões, cisnes e cajus, numa festa harmoniosa de cores, poesia em estado de graça." Mário Campello deixou um legado importante na arte brasileira, influenciando gerações posteriores com sua sensibilidade e a peculiar combinação de ingenuidade e sofisticação em sua pintura.

Paisagem

Autor

Mário Campello

Ano

1968

Tamanho

Técnica

Óleo Sobre Tela

Assinatura

Assinada canto inferior direito

Paisagem

Autor

Mário Campello

Ano

1968

Tamanho

Técnica

Óleo Sobre Tela

Assinatura

Assinada canto inferior direito

Mário Campello (Salvador, Bahia, 29 de novembro de 1941 – São Paulo, São Paulo, 12 de março de 2000) foi um importante pintor, desenhista e gravador brasileiro. Sua produção contribuiu significativamente para o desenvolvimento da arte moderna no Brasil. Iniciou seus estudos de pintura em 1961 na Escola de Belas Artes da Universidade da Bahia, em Salvador. Entre 1962 e 1964, trabalhou em seu ateliê em Salvador, ao lado do artista Carlos Bastos. Em 1965, executou um mural para o Hospital Aristides Maltêz em Salvador. Por volta de 1966, mudou-se para São Paulo, onde desenvolveu projetos para murais, tapeçaria e estamparia. Realizou viagens aos Estados Unidos (1964 e 1971) e à Alemanha (1966, 1969, 1970 e 1972). Em 1967, ilustrou o livro de poesia "Sonetos do Oitavo Dia", de Maria José Giglio, que recebeu um prêmio em Veneza. A pintura de Mário Campello é frequentemente descrita como lírica e límpida, com uma aparente ingenuidade que coexistia com uma erudição na técnica e na composição. Seus trabalhos evoluíram de um caráter infantil e folclórico-regional inicial para um refinamento minucioso da fantasia. São temas recorrentes em sua obra as bandeiras tremulando em composições harmoniosas de cores, pavões e cisnes representados com delicadeza e fantasia, cajus como elementos da natureza brasileira frequentemente presentes, paisagens com um olhar particular sobre a natureza e figuras humanas em cenas cotidianas ou oníricas. Jorge Amado descreveu a obra de Mário Campello como um "trabalho árduo e densamente elaborado, ele chegou à alta qualidade de uma pintura lírica e límpida. Tremulam as bandeiras de Mário Campello, pavões, cisnes e cajus, numa festa harmoniosa de cores, poesia em estado de graça." Mário Campello deixou um legado importante na arte brasileira, influenciando gerações posteriores com sua sensibilidade e a peculiar combinação de ingenuidade e sofisticação em sua pintura.